Novo blog do Jornalista, radialista e acadêmico de Direito, Délio Pinheiro


























 
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Da vida não peço tanto assim, meus sonhos são tão banais, liberdade é o que peço, um pouco de amor, respeito e nada mais.



























Blog do Délio Pinheiro
 
Mensagens de amor e ódio: Segunda-feira, Julho 20, 2009  
Como separar o carismático Herbie dos insuportáveis Transformers segundo o senso crítico deste que vos relega pitacos e mais pitacos, a mancheias

Filme: O iluminado
Livro: Noites Tropicais- Nelson Motta
Net: Para musicar aquele seu poema
Outras bossas: O mimo sonoro deste post é uma dobradinha, minha com o Poeta do Acaso. O texto é dele e a interpretação um tanto canastrona é minha. Tire suas conclusões. Clique aqui
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9:45 PM

Mensagens de amor e ódio: Domingo, Julho 12, 2009  
Assuntos importantes

Muitos fatos relevantes aconteceram nos últimos dias e, certamente, representam farto material para bons cronistas. O Veríssimo, por exemplo, deverá se esbaldar. Tivemos a morte do Michael Jackson, e ainda a morte da pantera Farrah Fawcett. Este último evento foi totalmente eclipsado pela partida do excêntrico músico, mas representou bastante para quem, assim como eu, gostava de assistir a “Sessão Aventura” na Globo nos anos 1980. “As Panteras”, “Super Máquina” e “Duro na Queda” eram alguns dos enlatados que a emissora servia à sua audiência. Os seriados não eram exatamente um primor de técnica, mas divertiam à beça. E a loira calipígia representava a materialização do “american way of life”, que secretamente, em algum momento, invejamos.

Quanto a Michael, fica a sensação de termos testemunhado uma história incompleta. Vimos seu sucesso avassalador e assistimos, estupefatos, sua decadência, moral, física e artística. No instante em que era possível intuir sua volta por cima, feito a famosa Fênix, a foice indistinta da morte o ceifou. Ele não teve a chance derradeira de retomar seu trono de “rei do pop”, ocupado nos tempos atuais por gente como Chris Brown, Ja Rule e Beyonce no panteão da música americana.

Sua turnê de retorno, que previa shows ao redor do mundo, tinha esse como um de seus propósitos. O outro seria pagar as dívidas do astro, que se avolumaram nos últimos anos. Não teve tempo para nada disso.
Sobrou apenas o ocaso de um astro decadente, mas que agora, evidentemente, voltará a ser tocado nas emissoras de rádio e elevado a condição de lenda, já que a morte costuma restituir a honra perdida, pelo menos entre os notórios deste planeta.

Meu sogro Majella diagnosticou esse fato in loco. Ao fazer um passeio no centro de Montes Claros, ele se deparou com uma vendedora de CDs e DVDs piratas que anunciava o fim do estoque de produtos de Michael Jackson. Tudo foi vendido. Da época doce e romântica dos Jackson 5 até os últimos suspiros criativos da última década. Não sobrou nada. Certamente o mesmo fenômeno se repetiu nas lojas e shoppings virtuais do mercado formal. As vendagens explodiram. Provavelmente sua família, em pouquíssimo tempo, até consiga honrar as dívidas deixadas por ele.

A banda mineira Pato Fu, em uma de suas músicas, cita a chamada “Necrofilia da arte”. O pendor que temos de valorizar aqueles artistas que partem rumo ao desconhecido, em detrimento àqueles que já gozaram de prestígio e hoje se encontram no limbo da irrelevância artística. Desconfio que muitos destes que compraram o CD de MJ nos últimos dias tenham se comportado desta maneira. Claro que os fãs do cantor, entre os quais me incluo, nunca deixaram de prestigiá-lo.

“Zunfus trunchus que eu nem conhecia, virou meu star no outro dia”. Foi só bater as botas. Botas repletas de brilhos e paetês, diga-se de passagem.
Outro assunto relevante dos últimos dias foi o fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o desempenho desta atividade, segundo a ótica distorcida do STF. Mas deixarei para abordar esse assunto em outra ocasião, pois o espaço que me resta aqui neste minifúndio digital é insuficiente para abrigar meu imensurável descontentamento.

Como diferenciar o genial Michael Jackson dos anos 70 e 80 da figura sinistra que morreu em junho, segundo o arguto senso crítico deste que não faz o "moon walk", mas escreve seus pitacos

Filme: A era do gelo 3, porque, afinal de conta, é época de férias
Livro: Estou lendo o clássico de Truman Capote, "A sangue frio", mas vale a pena conhecer a bela escrita de Gay Talese. Estes dois autores são do chamado "new journalism".
Net: Para retocar a imagem sem Photoshop clique aqui
Outras bossas:

O Rock Cast apresenta de uma só vez suas duas últimas aventuras sonoras. Baixe os dois de uma vez. São as edições 6 e 7. Boa diversão:
Clique aqui- Edição 006
Clique aqui- Edição 007

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